Por: Cerqueiras Notícias - Felipe

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O Papel da Família no Autocontrole e na Prevenção da Delinquência Juvenil

Estudo da USP revela como o apoio emocional e a supervisão parental ajudam adolescentes a desenvolverem autocontrole e evitarem comportamentos infracionais.

Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), mais especificamente pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), destacou a influência fundamental das interações familiares no desenvolvimento emocional dos adolescentes. A pesquisa ressalta que o vínculo afetivo e a supervisão parental são fatores decisivos na formação do autocontrole e na prevenção da delinquência juvenil.

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A autora da pesquisa, a psicóloga Ana Beatriz Prado Schiavone, explica que o autocontrole é uma habilidade cerebral que permite ao indivíduo regular emoções, pensamentos e comportamentos sociais. Ele não apenas ajuda os adolescentes a lidarem melhor com impulsos, mas também a tomarem decisões mais conscientes e responsáveis.

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De acordo com Schiavone, essa competência não é inata e pode ser aprendida, especialmente no ambiente familiar. O convívio com pais ou cuidadores principais exerce grande influência no processo de aprendizagem do autocontrole, principalmente quando há uma relação de apoio emocional e monitoramento ativo.

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O estudo conclui que adolescentes que se sentem emocionalmente apoiados por suas famílias, e que percebem uma preocupação genuína por parte dos responsáveis, tendem a desenvolver melhor autocontrole. Isso inclui aspectos como a capacidade de lidar com frustrações, evitar impulsos agressivos e planejar ações com maior cautela.

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Além do apoio emocional, a supervisão das atividades cotidianas dos adolescentes e o conhecimento por parte dos pais sobre o círculo de amizades dos filhos também foram apontados como fatores protetores. Esses elementos contribuem para criar um ambiente de segurança e previsibilidade, onde o adolescente se sente valorizado e guiado.

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A ausência dessas práticas familiares, por outro lado, pode gerar lacunas importantes no desenvolvimento socioemocional. Jovens que não se sentem acolhidos ou supervisionados adequadamente podem se tornar mais suscetíveis a comportamentos de risco, como o envolvimento com drogas, vandalismo ou pequenos delitos.

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Um ponto interessante levantado pela pesquisa é que o autocontrole possui diversas dimensões, e duas delas foram particularmente associadas à delinquência juvenil: a impulsividade e a busca por sensações. Adolescentes com altos níveis dessas características apresentaram maior probabilidade de cometer atos infracionais.

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A impulsividade, nesse contexto, refere-se à tendência de agir sem pensar nas consequências, enquanto a busca por sensações envolve a necessidade constante de experiências novas, intensas e, muitas vezes, perigosas. Ambas são naturais na adolescência, mas podem ser reguladas com o apoio adequado.

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A coleta de dados foi realizada em 2022 e envolveu cerca de dois mil adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. Os participantes eram estudantes de escolas públicas e privadas de Ribeirão Preto e Sertãozinho, municípios localizados no interior do estado de São Paulo.

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A amostra contemplou adolescentes dos gêneros masculino, feminino e não binário, assegurando a diversidade e abrangência da pesquisa. A análise dos dados permitiu uma leitura aprofundada sobre o comportamento juvenil e os fatores que o influenciam diretamente no contexto brasileiro.

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Este estudo brasileiro integra um projeto maior, o International Self-Reported Delinquency Study (ISRD4), que é um dos maiores estudos colaborativos e transculturais do mundo sobre delinquência juvenil. O ISRD4 abrange 44 países e busca compreender os padrões de comportamento infracional entre adolescentes em diferentes culturas.

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A participação do Brasil nesse projeto permite uma análise comparativa entre realidades distintas, ao mesmo tempo em que destaca as particularidades do contexto social e familiar brasileiro. A pesquisa contribui, assim, para o entendimento global do fenômeno da delinquência juvenil.

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O artigo científico resultante do estudo, intitulado Association between self-control, parental practices and delinquent behaviors among Brazilian adolescents, tem Ana Beatriz como primeira autora e foi orientado pela professora Marina Rezende Bazon, também da FFCLRP-USP.

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Mundo das Utilidades

Os resultados da pesquisa podem servir de base para políticas públicas voltadas à prevenção da delinquência juvenil. Ao reconhecer a importância do ambiente familiar no desenvolvimento emocional dos adolescentes, as intervenções podem ser direcionadas ao fortalecimento das relações familiares.

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Programas de apoio à parentalidade, oficinas de educação emocional e iniciativas escolares que promovam o diálogo entre pais e filhos são caminhos possíveis para fomentar o autocontrole e reduzir o envolvimento dos jovens em comportamentos de risco.

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BibiCar

A pesquisa também destaca a importância de ações conjuntas entre escolas, famílias e serviços de saúde mental para garantir um suporte mais efetivo aos adolescentes. A construção de uma rede de proteção pode ser decisiva na trajetória de jovens em situação de vulnerabilidade.

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É essencial, portanto, que o autocontrole seja compreendido como uma habilidade a ser cultivada ao longo do tempo, e não como uma característica fixa. O ambiente em que o adolescente vive, especialmente as interações dentro de casa, desempenha um papel essencial nesse processo.

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Irmãos Gonçalves

Mais do que punir o comportamento infracional, o estudo propõe um olhar preventivo e educativo. Ao investir no fortalecimento dos vínculos familiares e na promoção da saúde emocional, é possível transformar realidades e oferecer perspectivas mais positivas aos jovens.

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Irmãos Gonçalves

Em síntese, o estudo da USP reforça a ideia de que o desenvolvimento emocional dos adolescentes não acontece de forma isolada, mas sim em rede, com a família ocupando um lugar central. Fortalecer esse vínculo é uma das estratégias mais eficazes para construir uma juventude mais consciente, equilibrada e distante da criminalidade.

Algumas Informações: cienciausp (Instagram)


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