"As quedas acontecem mais no ambiente de casa. Nas calçadas esburacadas das cidades também."
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Jose Anisio Pitico- A ocorrência de quedas de pessoas idosas é muito mais comum do que a gente imagina. Não podemos e nem devemos naturalizar essa realidade. Isso é muito sério.
Para algumas pessoas idosas, esses eventos trazem fortes prejuízos à rotina, alterando de modo significativo a gestão de suas atividades no cotidiano, desde as mais simples às mais complexas. Ficam com a mobilidade comprometida.
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Perdem autonomia e ficam dependentes de terceiros, de cuidadores formais e/ou cuidadores familiares.
Determinados casos envolvendo quedas de pessoas idosas, infelizmente, levam ao registro de óbitos. E não são poucos.
Tanto é que os profissionais da geriatria e da gerontologia, os especialistas na área, afirmam, baseados em evidências científicas e pela prática diária, que uma das principais causas de mortes em pessoas idosas advém de episódios de quedas, e precisam ser levadas ao conhecimento desses profissionais.
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As quedas acontecem mais no ambiente de casa. Nas calçadas esburacadas das cidades também.Pouco se fala sobre isso na grande mídia, a não ser quando a queda acontece com uma pessoa idosa famosa (mesmo que ela não se considere assim), de grande reconhecimento nacional. Como o que ocorreu com o apresentador de TV, Gugu Liberato, de 60 anos, no ano de 2019, que sofreu um acidente doméstico na cidade de Orlando/EUA.
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Tentou trocar, conforme noticiado, o filtro do ar condicionado de sua residência quando caiu de uma altura de quatro metros e bateu a cabeça em um móvel de madeira, sofrendo traumatismo craniano.Tinha 60 anos, idoso, pela lei brasileira.
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Mais recentemente tivemos o acidente de queda com o Presidente Lula ocorrido em sua residência oficial. Tomou a mídia nacional, mas não trouxe nenhuma sensibilização aos gestores públicos para a implementação de programas sociaise de saúde com ações preventivas para evitar quedas em pessoas idosas.
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O que aprendemos e adotamos de medidas públicas para evitar a existência desses eventos em nossas cidades com esse episódio presidencial na criação de programas educativos sobre prevenção de quedas na maturidade? Nada.
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Foi também o que aconteceu com o cantor Agnaldo Rayol, de 86 anos, dono de uma voz linda e extraordinária: caiu no banheiro de sua casa, veio a falecer no início desse mês.
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Como podemos perceber, é grande a incidência de quedas em pessoas idosas, tem sido e é recorrente, conforme demonstra a realidade dessas personalidades citadas que foram vítimas de quedas principalmente ocorridas em casas.
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Meu prezado leitor e leitora, com todo respeito e consideração, eu te pergunto: você, como eu, que somos 60+, consideramos nossa casa, uma casa segura? Damos atenção à disposição do mobiliário da casa, de modo a não esbarrar ou tropeçar nos móveis, cadeiras e mesas, por exemplo?
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Os tapetes, quando presentes, estão soltos ou presos de alguma forma? Os fios da parafernália dos computadores trançam em suas pernas? A casa é bem iluminada, principalmente do trajeto do quarto de dormir para o banheiro e do banheiro para o quarto de dormir?
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Você coordena bem os seus passos com os movimentos dos seuS pets, seus cachorros ou gatos? Você já tirou de circulação aquele famoso banquinho que dá um pouco de altura para você acessar o gênero alimentício que fica no armário da cozinha?
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Se como vimos, as quedas acontecem na maioria das vezes no interior de nossas casas, é fundamental que a gente crie um ambiente seguro e de bem-estar para a nossa circulação dentro dela.
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É lamentável, sim, que as quedas que aconteceram com essas personalidades citadas aqui, sendo elas, todas pessoas idosas, não trouxeram, repito, de propósito, iniciativas públicas para a implementação de projetos concretos de ações preventivas contra quedas em pessoas idosas. Mas ainda dá tempo.
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Leia Mais:
Dados Estatísticos
As quedas são uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pessoas idosas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 28% a 35% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem pelo menos uma queda por ano.
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No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que quedas estão entre os principais motivos de hospitalização de idosos no Sistema Único de Saúde (SUS), representando cerca de 70% das causas externas de internações nessa faixa etária.
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Além disso, dados mostram que o impacto econômico é significativo: os custos médicos diretos e indiretos associados a quedas em idosos ultrapassam milhões de reais anualmente, onerando tanto famílias quanto o sistema público de saúde.
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Esses números são ainda mais alarmantes quando analisamos as consequências: cerca de 20% das quedas resultam em lesões graves, como fraturas de fêmur, que frequentemente levam à perda de autonomia e a longos períodos de recuperação. Nos casos mais graves, podem resultar em óbito, como exemplificado pelas personalidades citadas na matéria.
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Exemplos de Boas Práticas Internacionais
Em países como a Suécia e o Japão, reconhecidos por políticas de cuidado ao idoso, programas públicos abrangentes têm contribuído para reduzir significativamente as quedas nessa população. Na Suécia, por exemplo, há incentivos financeiros para adaptar casas de idosos com barras de apoio, pisos antiderrapantes e iluminação adequada. Além disso, centros comunitários oferecem aulas regulares de fortalecimento muscular e equilíbrio, como yoga e tai chi, para ajudar idosos a manterem-se ativos e prevenirem quedas.
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No Japão, onde a população idosa representa mais de 30% do total, programas como o "Fall Prevention Home Assessment" enviam profissionais treinados para avaliar riscos domésticos e sugerir adaptações simples e eficazes. Além disso, os bairros são planejados para promover acessibilidade, com calçadas niveladas, sinalizações adequadas e transporte público adaptado.
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Outro exemplo é o Canadá, onde hospitais realizam triagens específicas para identificar idosos em risco de quedas. Os pacientes que apresentam fatores de risco são encaminhados para programas multidisciplinares que envolvem fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, garantindo um cuidado integral e preventivo.
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Conclusão
Os dados mostram que quedas em idosos são um problema de saúde pública de grande escala, com impactos que vão além do âmbito individual, afetando sistemas de saúde e estruturas sociais. Apesar de eventos recentes envolvendo figuras públicas terem trazido o tema à tona, o Brasil ainda carece de iniciativas efetivas para a prevenção de quedas na população idosa.
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Os exemplos internacionais nos mostram que ações preventivas são possíveis e eficazes, seja no ambiente doméstico ou urbano. A implementação de políticas públicas voltadas para a adaptação dos espaços, a promoção de exercícios físicos regulares e a disseminação de informações educativas são medidas indispensáveis.
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É urgente que o Brasil olhe para esses modelos e invista em programas de prevenção, garantindo que os idosos possam viver com segurança, autonomia e qualidade de vida. Afinal, o respeito e o cuidado com os mais velhos não são apenas um ato de humanidade, mas um dever coletivo para construir uma sociedade mais inclusiva e justa.
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Algumas Informações: Portal Tribuna de Minas
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