"Desejo que a gestão pública coloque em seu planejamento as pessoas idosas para dentro da cidade. Que as pessoas idosas possam sair de suas casas e sejam estimuladas para reconhecerem a cidade que ajudaram a construir."
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Jose Anisio Pitico - O modo ou a maneira de como nós envelhecemos é muito singular e reproduz a construção de toda uma vida ao longo da nossa existência. Envelhecimentos são diferentes. Porque pessoas são diferentes. Porque somos diferentes.
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Nós temos a nossa história de vida e assim construímos a nossa matéria de velhice. Em linhas gerais, posso inferir que tal como nós vivemos, assim nós envelhecemos. O envelhecimento, de modo algum, está fora do nosso modo de viver.
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Essa é a ideia que eu desejo te apresentar logo de início, caro leitor e leitora. Às vezes, parece que separamos, isolamos, a passagem do tempo daquilo que estamos fazendo da nossa vida.
Como se entrássemos na velhice sem ter visto a vida. Penso que essa conjugação, essa aproximação tem que ser feita, o quanto antes, quanto mais cedo, melhor.
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E com a idade bem contada, é comum a gente não saber o que fazer com os nossos dias: como e com o que ocuparemos todo esse tempo que não temos mais com o nosso trabalho diário no emprego? Para onde ir e com quem ir?
Aí que entra uma boa e gostosa opção para qualificar essa ociosidade conquistada – ter tempo para si – fazer turismo, conhecer outras pessoas, lugares, culturas e outras expressões de vida.
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Nesse momento você pode me indagar: isso fica caro!
Sim. Para aquelas pessoas idosas que têm recursos essa sugestão representa uma boa opção. Para as muitas pessoas idosas que não têm recursos suficientes podemos contar com as atrações turísticas existentes na cidade.
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Vamos buscar outras alternativas que não custem dinheiro. Viajar para dentro de nossa cidade. Conhecer JF. O apoio da gestão pública municipal é muito importante para incluir as pessoas idosas no itinerário de conhecer a cidade que, com certeza, muitas delas, ajudaram a construir.
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Sei de casos reais de pessoas idosas que trabalharam na antiga Fábrica Bernardo Mascarenhas, onde hoje está o Espaço Mascarenhas, e gostariam muito de voltar a esse lugar. A cidade é feita pelas pessoas. E deveria ser para as pessoas.
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Tomei conhecimento há pouco tempo de que para rever o seu trabalho de construtor de residências e de prédios, o engenheiro ou o arquiteto da vez, aluga um carro de aplicativo com o motorista, e faz sua rota de reconhecimento desses lugares que fazem parte da cidade, mas o seu autor é esquecido, como se a cidade não lhe pertencesse.
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É fundamental para a nossa saúde manter esse vínculo entre o criador e a criatura. Entre o cidadão idoso e a cidadã idosa porque eles e elas trazem o coração da cidade em suas vivas memórias. E todo esse potencial tem que estar a serviço da coletividade.
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Talvez essa seja a grande função social das pessoas idosas: lembrar. Mas lembrar não no sentido de um tempo que foi assim-assado, o tempo que já foi; mas lembrar pertencendo ao tempo de hoje.
A indústria do turismo atrai muita gente idosa para as suas propostas e atividades, e é a que mais cresce no mundo.
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Há quem diga que algumas pessoas idosas apresentam duas condições básicas invejáveis para todos nós: tempo e dinheiro.
De ter tempo, até que atingem a muitos idosos. Agora, de dinheiro, ainda são muito poucos. Aposto na valorização de nossas riquezas turísticas. E são muitas.
Voltando à gestão pública, desejo que em seu planejamento coloque as pessoas idosas para dentro da cidade. Que as pessoas idosas possam sair de suas casas e sejam estimuladas para reconhecerem a cidade que ajudaram a construir.
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Leia Mais:
Inclusão Digital para o Turismo e Socialização
A inclusão digital tornou-se essencial para o bem-estar e a autonomia dos idosos, especialmente quando se trata de turismo e socialização. No contexto do turismo, tecnologias como aplicativos de mapas, plataformas de passeios virtuais e redes sociais oferecem aos idosos uma oportunidade de planejar e explorar novos destinos, bem como redescobrir pontos turísticos locais de maneira prática e acessível.
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Por meio de smartphones e tablets, os idosos podem acessar guias digitais, saber mais sobre a história e a cultura dos locais que visitam, além de interagir com outras pessoas interessadas no mesmo destino.
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Além disso, essas ferramentas digitais facilitam a socialização, ajudando os idosos a manter contato com familiares e amigos e a participar de grupos virtuais com interesses em comum, como grupos de viagens e de lazer.
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Muitos programas de inclusão digital são promovidos em parceria com ONGs e prefeituras para garantir que o aprendizado digital seja acessível e adaptado às necessidades dos idosos.
Esse apoio permite que muitos ganhem autonomia para usar aplicativos de turismo e redes sociais, o que amplia seu repertório cultural e promove uma maior interação com a cidade e com as pessoas ao redor.
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Exemplos de Outras Cidades
Em várias cidades ao redor do mundo, já existem programas inspiradores voltados ao turismo e socialização para idosos. Em Barcelona, o projeto "VinclesBCN" visa combater a solidão entre os idosos utilizando um aplicativo que conecta pessoas com interesses semelhantes, facilitando encontros em museus, passeios guiados e outros eventos culturais pela cidade.
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O programa oferece suporte digital e orientação para que os idosos possam participar de maneira ativa e digitalmente integrada. Outro exemplo vem de Tóquio, onde o programa "Silver Tourism" oferece passeios turísticos para idosos com rotas acessíveis e guias digitais que ajudam a explicar a história dos locais visitados.
A cidade também investe em infraestrutura e suporte digital para garantir que esses passeios sejam confortáveis e inclusivos, promovendo atividades que integram tecnologia e acessibilidade.
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No Brasil, Curitiba é um exemplo relevante de inclusão de idosos em programas turísticos e culturais. A cidade oferece o projeto "Turismo na Terceira Idade", que promove visitas guiadas gratuitas ou a baixo custo em parques, museus e pontos turísticos, estimulando a socialização.
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Além disso, Curitiba realiza oficinas de inclusão digital voltadas para idosos, preparando-os para usar aplicativos de transporte e navegação, o que permite uma maior autonomia nas atividades turísticas.
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Conclusão
A inclusão digital tem um papel essencial na promoção do bem-estar dos idosos, particularmente em atividades de turismo e socialização. Ao fornecer a eles as ferramentas e o conhecimento necessário para utilizar aplicativos e plataformas digitais, a sociedade contribui para uma vida mais ativa e integrada na terceira idade.
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Exemplos de outras cidades demonstram que iniciativas de inclusão digital e de turismo acessível, quando bem estruturadas, podem transformar o cotidiano dos idosos, combatendo a solidão e promovendo uma vida social rica em experiências culturais.
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Portanto, é vital que gestores públicos e organizações sociais invistam na acessibilidade digital para a terceira idade, promovendo oficinas e parcerias que viabilizem essas tecnologias.
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A valorização do idoso em sua cidade, com incentivo à exploração turística e ao contato social, não só preserva sua saúde física e mental como também enriquece a sociedade como um todo, ao honrar e incluir ativamente a memória e a vivência de quem ajudou a construir a história local.
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Algumas Informações: Portal Tribuna de Minas
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