Por: Cerqueiras Notícias - Felipe

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Vídeo: Cidades que Afundam: A Crise Silenciosa que Ameaça Milhões ao Redor do Mundo

De Jacarta ao Rio de Janeiro, o rebaixamento do solo expõe áreas urbanas ao risco crescente de inundações, enquanto mudanças climáticas e ações humanas aceleram um problema invisível, porém devastador.

Um número crescente de cidades ao redor do mundo está enfrentando um problema silencioso, mas extremamente perigoso: o afundamento do solo, fenômeno conhecido na geologia como subsidência. Esse processo, que pode ocorrer de forma natural, tem sido intensificado pela ação humana e representa uma ameaça direta à segurança de milhões de pessoas.

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A subsidência é o rebaixamento gradual da superfície terrestre. Em áreas urbanas, ela costuma estar ligada à extração excessiva de água subterrânea, à construção de grandes estruturas sobre solos frágeis e à compactação natural do solo, acelerada por atividades humanas.

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Um estudo recente da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), em Cingapura, analisou esse fenômeno em 48 cidades costeiras espalhadas por diferentes continentes, incluindo Ásia, África, Europa e as Américas. O que foi revelado é alarmante: muitas dessas cidades estão afundando mais rápido do que o nível do mar está subindo.

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Essa combinação — afundamento do solo e aumento do nível do mar, causado pelas mudanças climáticas — representa uma ameaça dupla para as populações costeiras. A vulnerabilidade se intensifica em áreas densamente povoadas, com infraestrutura urbana precária e sistemas de drenagem ineficientes.

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Um exemplo grave ocorreu em Tianjin, na China, em 2023, quando cerca de 3 mil pessoas precisaram evacuar prédios residenciais após grandes rachaduras surgirem nas ruas. A causa: a subsidência acentuada do solo, que comprometeu a estabilidade de toda a região.

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 Outras cidades enfrentam situações ainda mais críticas. Jacarta, capital da Indonésia, afunda até 25 centímetros por ano em determinadas áreas. O governo do país, diante da gravidade, decidiu construir uma nova capital em uma região menos vulnerável, na ilha de Bornéu.

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Na Cidade do México, a subsidência tem sido uma realidade há décadas. Devido à intensa retirada de água do subsolo, a cidade já afundou mais de 10 metros em algumas regiões ao longo do último século. Esse rebaixamento compromete estradas, ferrovias e construções históricas.

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O Brasil também não está imune a esse problema. Segundo o estudo da NTU, o Rio de Janeiro faz parte das cidades analisadas. Entre 2014 e 2020, certas regiões da capital fluminense afundaram entre 0,01 cm e 6,3 cm por ano, o que é significativo, principalmente em áreas mais próximas ao mar.

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Uma pesquisa estimou que aproximadamente 337 mil pessoas vivem em áreas do Rio que afundam, em média, mais de 1 cm por ano. Isso amplia os riscos de alagamentos, especialmente em períodos de chuvas intensas, já que o rebaixamento do solo dificulta o escoamento da água.

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Para tentar controlar os impactos das enchentes, o Rio iniciou em 2012 a construção de quatro reservatórios subterrâneos e um túnel de desvio. Essas obras têm como objetivo conter inundações leves e moderadas, mas especialistas alertam que essas soluções são paliativas diante da magnitude do problema.

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O desafio é que, mesmo com investimentos em infraestrutura, se a causa principal — como a retirada excessiva de água do lençol freático — não for controlada, os efeitos da subsidência continuarão se agravando com o tempo.

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A subsidência não é visível de imediato, o que dificulta a conscientização pública sobre o problema. Porém, com o avanço da tecnologia, como o uso de satélites e sensores remotos, é possível monitorar o rebaixamento do solo com precisão milimétrica.

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Cidades como Tóquio, no Japão, servem de exemplo positivo. Após décadas enfrentando o problema, a cidade conseguiu reduzir significativamente a subsidência ao restringir o uso de águas subterrâneas e diversificar suas fontes de abastecimento.

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Mundo das Utilidades

Esse tipo de planejamento exige políticas públicas robustas, fiscalização rigorosa e um envolvimento direto da população. É fundamental que os gestores públicos compreendam que o combate à subsidência é também uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas.

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 A crise climática, por sua vez, aumenta o nível dos oceanos, o que agrava a situação das cidades que já estão rebaixadas. Quando combinadas, a elevação do mar e a subsidência tornam alagamentos mais frequentes e destrutivos, afetando os mais vulneráveis.

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BibiCar

Além dos danos materiais, esse processo compromete a saúde pública, a segurança alimentar e o abastecimento de água potável, criando um ciclo de riscos interligados que exigem ações integradas e urgentes.

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Governos, pesquisadores e organizações internacionais estão começando a se mobilizar. Ações incluem a criação de zonas de risco, a limitação de construções em áreas vulneráveis e a implementação de planos de evacuação e adaptação.

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Irmãos Gonçalves

A conscientização pública também é essencial. Populações informadas podem cobrar políticas mais eficazes, participar de decisões urbanas e adotar práticas sustentáveis, como o uso consciente da água e a preservação de áreas verdes urbanas.

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Irmãos Gonçalves

Em resumo, o afundamento das cidades é um problema global, complexo e urgente. Requer cooperação internacional, planejamento de longo prazo e uma mudança de paradigma na forma como ocupamos e cuidamos dos espaços urbanos — especialmente à beira-mar.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

Algumas Informações: bbc Brasil ( Instagram)


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