Um crime cibernético chamou atenção das autoridades de São Paulo em 2022. Criminosos conseguiram sequestrar o sinal das chaves presenciais de dois Jeep Compass enquanto os proprietários estavam no supermercado fazendo compras.
Em poucos segundos, os carros desapareceram dos estacionamentos sem deixar rastros de arrombamento.
Duas dicas importantes para evitar cair nesse golpe são: envolver a chave em papel alumínio e ter um rastreador moderno, que envia mensagens automáticas para o celular do dono sempre que o carro é ligado. Veja outras recomendações abaixo.
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Como eles roubam
Essas chaves emitem pulsos de radiofrequência o tempo todo.
É por isso que, ao se aproximar do veículo, as portas são automaticamente destravadas.
Mas o modo de funcionamento pode variar conforme o fabricante, já que algumas chaves emitem pulsos contínuos de radiofrequência, enquanto outras permanecem em modo de espera e só emitem sinais ao detectarem movimento, como quando estão no bolso do motorista ou em mochilas.
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Como o crime é realizado?
Dois bandidos se dividem: um identifica a vítima e carrega uma mochila contendo um dispositivo transmissor escondido.
Este aparelho, equipado com antenas, transmite o sinal da chave para o comparsa, que está próximo ao carro.
Com um smartphone e um software fraudulento, o segundo criminoso consegue decifrar o código da chave e levar o veículo sem levantar suspeitas.
Em questão de minutos, o carro é levado sem chamar muita atenção.
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Dicas para se proteger
Para evitar cair no golpe da chave clonada, é importante tomar essas medidas simples:
1 – Armário e metal
Ao chegar em casa, guarde as chaves do carro ou o controle remoto em um armário de metal.
Isso pode ajudar a bloquear os sinais de rádio.
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2 – Utilize papel alumínio
Enrole a chave do carro em papel alumínio.
Embora possa parecer estranho, isso também pode bloquear as ondas de rádio e impedir que o sinal seja rastreado e copiado pelo dispositivo do ladrão.
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3 – Estacione em locais seguros
Quando possível, opte por estacionar em garagens fechadas, especialmente durante a noite ou em áreas de maior risco.
Opte também por estacionamentos com seguro, onde a responsabilidade em casos de roubo ou furto passa a ser do estabelecimento.
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4 – Utilize um rastreador
Investir em um rastreador moderno que envie notificações para o seu celular toda vez que o veículo é ligado pode ser uma medida eficaz de prevenção.
Assim, você fica ciente imediatamente caso algo incomum aconteça.
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Bolsa faraday / Foto: Red sociais
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5 – Considere uma ‘bolsa faraday’
Para casos extremos, uma opção é adquirir uma “bolsa faraday” ou “capa bloqueadora”.
Essa bolsa especial é feita de um material que impede a penetração de sinais de rádio, impedindo que o código da chave seja capturado.
Com preços acessíveis na internet, essa pode ser uma medida adicional de segurança para proteger seu veículo.
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Leia mais: Golpe do falso intermediário: precauções a serem tomadas na compra de veículo pela internet
Não é novidade alguma que o brasileiro é um povo completamente apaixonado por carro. Mesmo após o país atravessar as mais diversas crises nos últimos anos, o setor automobilístico parece ser imune às instabilidades financeiras, e não é à toa.
Apesar de não alcançar o mesmo desempenho de alguns anos atrás, a comercialização de veículos, incluindo modelos novos, seminovos e usados, continua a ser um dos setores mais lucrativos do país.
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Assim, realizar transações de compra e venda de automóveis através da internet representa uma valiosa comodidade para o consumidor, seja para encontrar o carro dos seus sonhos, evitar a dependência de concessionárias ou até mesmo o deslocamento à diversas concessionárias.
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Entretanto, junto com as conveniências oferecidas pelas diversas plataformas de comércio online, surgem também indivíduos mal-intencionados aplicando esquemas fraudulentos, entre eles a prática online comum conhecida como "golpe do falso intermediário".
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Essa modalidade de golpe virtual afeta tanto os vendedores, quanto os compradores de veículos e, embora possa parecer complexo, ocorre com assustadora frequência.
Na prática é simples: golpistas se aproveitam de anúncios de terceiros para negociar carros usados ou seminovos. O objetivo dessa fraude é clonar anúncios legítimos e receber o pagamento do comprador interessado pelo veículo.
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Como os golpistas agem?
Primeiro, o golpista começa entrando em contato com o vendedor, solicitando mais detalhes sobre o veículo e oferecendo uma proposta de negociação que pareça mais complexa do que o habitual, geralmente contando alguma história envolvendo terceiros.
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Na estratégia do golpe do falso intermediário, o golpista costuma mencionar dívidas com terceiros, podendo estes serem familiares, amigos ou conhecidos. Ao finalizar, o golpista pede sigilo absoluto em relação à transação e ao valor acordado com o vendedor.
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O próximo passo consiste em replicar o anúncio original: o criminoso cria uma oferta com as mesmas fotos e dados do veículo escolhido, e a disponibiliza por um valor muito abaixo da média de mercado.
Assim, com um carro em condições atrativas e preço baixo, a segunda vítima (comprador) é facilmente atraída pelo anúncio clonado
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Quando um possível comprador entra em contato através do anúncio falso, o criminoso alega que a venda do carro solucionará uma dívida, criando assim uma justificativa para o preço abaixo do mercado e aumentando a confiança do comprador no negócio.
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Como é costumeiro verificar as condições do veículo pessoalmente antes de finalizar um negócio deste tipo, o golpista aguarda pacientemente até que o comprador entre em contato demonstrando interesse em averiguar o veículo.
É neste que momento ocorre a parte mais engenhosa do golpe: o golpista contata ambas as partes para uma visita presencial, fazendo com que as duas vítimas se encontrem, sem que estas saibam que estão interagindo com uma pessoa diferente e não o verdadeiro proprietário do anúncio.
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Dessa forma, o fraudador agenda um dia, local e horário para que ambos vejam o carro. Para o vendedor, o golpista alega que um amigo (ou parente, funcionário etc.) está indo inspecionar o veículo. Assim, o comprador acredita estar examinando o carro na companhia de algum conhecido do suposto vendedor.
E é neste momento que outro sinal de que o negócio é fraudulento aparece. Geralmente, nesta inspeção, o golpista acaba instruindo vendedor e comprador a não mencionar nada sobre os valores negociados, pois a mínima divergência/contradição colocaria o plano do golpista por água abaixo.
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Por último, após passar pela etapa da inspeção do veículo, o golpista conclui a negociação com o comprador, solicitando em seguida o pagamento do negócio - geralmente depósito ou transferência bancária.
Assim, acreditando que realmente está concluindo a aquisição do veículo, o comprador faz o pagamento ao estelionatário. Para o vendedor, o golpista envia um comprovante de transferência falso (sendo muitas vezes bem difícil a caracterização).
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Na maioria dos casos, a vítima deste golpe só descobre a fraude após a solicitação da documentação de transferência do veículo ou até mesmo quando percebe que o comprovante de transferência é falso.
Geralmente, neste momento, o vendedor é até mesmo colocado sob suspeita, pois aos olhares do comprador, recebeu o pagamento mas não concluiu os trâmites da transferência do veículo.
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E é desta forma que a fraude é concluída, vendedor e comprador enganados por um terceiro que nunca aparece, e após a conclusão do golpe, imediatamente bloqueia qualquer contato com as partes, deixando apenas os prejuízos a serem arcados.
Algumas informações: Portal Só Notícia Boa / Jus Brasil
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