O surto no Hospital Santa Rita que causou a contaminação de mais de 100 pessoas foi causado pelo fungo Histoplasmose. Foi o que concluiu a investigação da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Tyago Hoffmann, em coletiva de imprensa na segunda-feira (10 de novembro).
"Nós concluímos a investigação sobre o surto e esse surto pode afirmar com certeza foi causada por Histoplasma. Já temos mais de 30 casos confirmados de amostras de pessoas que estavam entre os suspeitos" afirmou Hoffman.
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Ainda segundo o secretário, mesmo com a confirmação da causa das contaminações, os testes irão continuar para descobrir a origem e a estatística sobre a doença.
A histoplasmose se dá pela inalação de esporos de fungos que, ao entrarem em contato com o pulmão, causam uma resposta imunológica no corpo humano, o que leva a esses sintomas até de pneumonia. Estes esporos normalmente são encontrados em solos contaminados com fezes de morcegos e aves, como pombos.
Algumas informações: Tribuna Online
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Entenda o caso: Alerta Máximo em Vitória: Surto Misterioso Atinge Hospital Santa Rita, Infecta 33 Funcionários e Levanta Suspeita de Legionella
Secretaria de Saúde emite nota técnica com protocolos urgentes para hospitais enquanto investiga causa de infecção respiratória grave; 12 visitantes também apresentam sintomas e 11 pessoas estão em UTI.
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Um surto de uma infecção respiratória grave e ainda não identificada no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, colocou as autoridades de saúde do Espírito Santo em alerta máximo. Até a noite do domingo (26 de outubro), 33 funcionários da instituição haviam sido contaminados, com oito deles necessitando de internação, sendo três em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A situação é agravada pela suspeita de que a causa seja a bactéria Legionella, causadora de uma forma severa de pneumonia.
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está investigando intensamente a origem e o agente causador do surto, que começou a ser notado em 19 de outubro após um aumento inesperado de casos de síndrome respiratória aguda entre os colaboradores do hospital. Em resposta, a Sesa emitiu uma nota técnica urgente no domingo, direcionada a todas as unidades hospitalares do estado, estabelecendo protocolos rigorosos de notificação, testagem e, crucialmente, medidas de prevenção e controle enquanto a causa permanece desconhecida.

Foto: Reprodução
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O cenário se tornou ainda mais preocupante com a identificação de 12 outras pessoas – acompanhantes e visitantes de pacientes – que apresentaram sintomas semelhantes aos dos funcionários infectados. Essas pessoas estão internadas em diferentes hospitais, duas delas também em UTI. Embora ainda não haja confirmação de um vínculo epidemiológico direto entre esses casos e o surto no Santa Rita, a coincidência acende um sinal vermelho.
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O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, confirmou o acompanhamento próximo. "São casos ainda suspeitos. Nós ainda não temos certeza se é o mesmo tipo de infecção, se esses pacientes e acompanhantes estiveram no mesmo período e na mesma ala onde essa infecção aconteceu", ponderou Hoffmann, ressaltando a complexidade da investigação em curso.
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A Suspeita de Legionella: Uma Ameaça Hídrica
A principal linha de investigação aponta para a legionelose, ou Doença dos Legionários, uma infecção pulmonar potencialmente fatal causada pela bactéria Legionella pneumophila. Essa bactéria prolifera em sistemas de água e pode ser disseminada por aerossóis – microgotas contaminadas que ficam suspensas no ar.
Fontes comuns de contaminação incluem torres de resfriamento de sistemas de ar condicionado central, sistemas de água quente e fria (chuveiros, torneiras), banheiras de hidromassagem, fontes decorativas e até mesmo reservatórios de água. A inalação dessas microgotas leva a bactéria diretamente aos pulmões, onde ela pode se multiplicar e causar a infecção.
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É importante frisar que a legionelose, em geral, não é transmitida de pessoa para pessoa. A fonte da infecção é ambiental, usualmente ligada a sistemas de água ou climatização contaminados e mal conservados.
Os sintomas da Doença dos Legionários são muito semelhantes aos de uma pneumonia grave: febre alta, tosse (que pode ser seca ou com catarro), dores musculares intensas (mialgia), dor de cabeça e dificuldade para respirar.
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Em alguns casos, podem ocorrer também sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de confusão mental. Sem diagnóstico e tratamento rápidos com antibióticos específicos, a doença pode evoluir para insuficiência respiratória e levar à morte.
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Foto: Reprodução
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Investigação Minuciosa e Medidas de Contenção
Para confirmar ou descartar a suspeita de Legionella e identificar o agente causador, a Sesa e a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória estão realizando uma investigação epidemiológica e ambiental abrangente. Amostras biológicas (sangue, urina, secreções respiratórias) dos pacientes e amostras ambientais (água de diversas fontes do hospital, superfícies) estão sendo coletadas.
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Todo o material está sendo analisado no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen-ES). Os testes incluem painéis para diversos vírus respiratórios, culturas para bactérias e fungos, e até mesmo sequenciamento genético, na tentativa de encontrar o patógeno responsável.
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Enquanto os resultados não são concluídos, a nota técnica da Sesa determina que todos os hospitais adotem precauções máximas. Isso inclui o uso universal de máscaras por profissionais e visitantes em áreas de atendimento, o isolamento imediato de casos suspeitos e a restrição rigorosa da circulação de pessoas e do número de visitas aos pacientes internados.

Foto: Reprodução
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Definindo um Caso Suspeito
O documento da Sesa estabelece critérios claros para a identificação de um caso suspeito ligado a este surto. Deve ser considerada suspeita qualquer pessoa que tenha tido contato com as dependências do Hospital Santa Rita a partir de 20 de setembro e que apresente febre associada a sintomas como dor muscular (mialgia), dor de cabeça e tosse.
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Crucialmente, a nota técnica orienta a descartar casos que se apresentem com sintomas típicos de gripe ou resfriado comum, como dor de garganta, coriza (nariz escorrendo) ou alterações de olfato e paladar.
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Essa distinção sugere que o quadro clínico observado nos pacientes infectados é diferente do das síndromes gripais mais comuns. Qualquer caso suspeito deve ser notificado à Sesa em, no máximo, 24 horas.

Foto: Reprodução
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Protocolos de Coleta e Tratamento
A nota técnica também enfatiza a importância da coleta adequada de amostras antes de qualquer limpeza ou desinfecção do ambiente e antes do início do tratamento com antibióticos, para não comprometer os resultados laboratoriais.
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Orientações detalhadas sobre os tipos de amostras a serem coletadas e os protocolos clínicos de atendimento, incluindo o uso empírico de antibióticos em casos com alterações radiológicas ou laboratoriais sugestivas de infecção bacteriana, também constam no documento.
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Preocupação Ampliada: Pacientes Oncológicos em Risco
A situação no Hospital Santa Rita é particularmente delicada devido ao perfil da instituição. "O Santa Rita é um hospital de referência no Espírito Santo para tratamento oncológico. Então, nós temos lá muitos pacientes com o sistema imunológico debilitado, e isso nos preocupa muito", ressaltou o secretário Tyago Hoffmann. Pacientes em tratamento contra o câncer são mais vulneráveis a infecções e podem desenvolver formas mais graves da doença.
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A Sesa garante que todas as medidas de vigilância sanitária e controle estão sendo implementadas para proteger tanto os profissionais quanto os pacientes e acompanhantes. A prioridade, neste momento, é conter a disseminação, identificar a causa e garantir o tratamento adequado aos infectados, enquanto se aguardam as respostas cruciais das análises laboratoriais.
Algumas informações: A Gazeta ES / Espírito Santo Notícia
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