Por: Cerqueiras Publicidades

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Padre é suspeito de roubar Hospital dos Pobres para comprar Imóveis de Luxo

Investigações analisam possíveis desvios de recursos por meio da falsificação de documentos e pagamento de propinas na gestão de padre Egídio no Hospital Padre Zé, em João Pessoa. ‘Operação Indignus’ cumpriu mandados de busca e apreensão.

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Uma operação conjunta deflagrada para investigar um suposto esquema de desvio de verbas do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. O principal alvo da investigação é o padre Egídio de Carvalho, ex-diretor da hospital.

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A investigação aponta uma 'confusão' entre os patrimônios da entidade e do padre. E apura, entre outras coisas, a aquisição de imóveis de alto padrão por parte do religioso, com recursos do hospital.

O Padre Zé é um hospital filantrópico e recebe recursos por meio de convênios com gestões públicas, emendas parlamentares e também doações privadas.

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A operação ‘Indignus’ contou com a participação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), da Polícia Civil, da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz) e da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba (CGE).

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"Fora as circunstâncias que envolvem corrupção, a gente tem outras circunstâncias que envolvem coisas muito mais graves. É necessário que a gente tenha essa ideia e que a gente consiga ter elementos para filtrar aquelas pessoas que de fato se preocupam com os miseráveis e excluídos, e aquelas outras que usam essas pessoas como instrumento de manobra para suas ganâncias e questões de escala monetária", afirmou o promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco.

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O que a operação investiga? 
As investigações do caso descrevem possíveis desvios de recursos públicos destinados a fins específicos na gestão do padre Egídio no Hospital Padre Zé, em João Pessoa. As irregularidades também ocorriam no Instituto São José, entidade mantenedora do hospital, e na Ação Social Arquidiocesana (ASA), que também tinham Egídio como responsável.

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A investigação aponta para uma absoluta e completa confusão patrimonial entre bens e valores de propriedade das entidades com os bens do padre Egídio. Destaca também uma considerável relação de imóveis atribuídos, aparentemente sem forma lícita de custeio, quase todos de elevado padrão, adornados e reformados com produtos de excelentes marcas de valores agregados altos.

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Segundo a investigação as condutas indicam a prática, em princípio, dos delitos de organização criminosa, lavagem de capitais, peculato e falsificação de documentos públicos e privados.

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Quando começou a investigação? 
A operação ‘Indignus’ foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 5 de outubro, mas as irregularidades no Hospital Padre Zé começaram a ser investigadas quando mais de 100 aparelhos celulares foram furtados da instituição. Esse caso foi tornado público em 20 de setembro. 

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A denúncia, no entanto, foi feita em agosto e imediatamente um inquérito policial foi aberto. Um suspeito, inclusive, chegou a ser preso, mas responde em liberdade e cumpre medidas cautelares.

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Irmãos Gonçalves

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Padre Egídio deixou a direção do hospital logo após a denúncia sobre o furto de celulares. Os celulares foram doados pela Receita Federal, oriundos de apreensões, e seriam vendidos em um bazar solidário para comprar uma ambulância com UTI e um carro para distribuição de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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No desenrolar das investigações do furto, a Arquidiocese da Paraíba anunciou que estava afastando o padre Egídio de qualquer ofício ou encargo eclesiástico. Na prática, ele fica proibido de ministrar missas ou qualquer outro sacramento da igreja.

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Após o furto dos celulares, uma denúncia anônima foi apresentada ao Ministério Público da Paraíba apontado uma série de irregularidades na gestão do padre Egídio.

Uma força-tarefa composta por órgãos públicos da Paraíba foi formada para investigar irregularidades no Hospital Padre Zé.

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O Hospital Padre Zé, em João Pessoa, afirmou que constatou inúmeras dívidas que comprometem sua funcionalidade após avaliar a situação operacional, funcional, contábil e financeira da instituição. A gestão disse que a primeira providência foi solicitar ao Ministério Público da Paraíba uma ampla auditoria em todas as contas, contratos, convênios e projetos do hospital.

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Quem são os alvos dos mandados? 
A operação cumpriu 11 mandados judiciais de busca e apreensão, em endereços de três investigados, sendo oito em João Pessoa, um no Conde e dois na cidade de São Paulo.

Além do padre Egídio, foram alvos da operação Jannyne Dantas, ex-diretora administrativa do Hospital Padre Zé, e Amanda Duarte, ex-tesoureira da unidade hospitalar filantrópica.

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O padre Egídio foi procurado pela reportagem e confirmou estar ciente da operação. A defesa dele informou que ele está em Recife, capital de Pernambuco, e está à disposição caso para apresentar esclarecimentos ao Ministério Público e também à Justiça.

A reportagem entrou em contato com Jannyne para obter algum posicionamento, mas não obteve retorno. Amanda Duarte não foi localizada.

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Ex-funcionário suspeito de furtar celulares do hospital está envolvido na investigação? 
Segundo a defesa de Samuel Segundo, ex-funcionário do Hospital Padre Zé e um dos suspeitos de furtar mais de R$ 500 mil em celulares da unidade, ele não está sendo investigado na operação ‘Indignus’.

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Irmãos Gonçalves

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Quais imóveis foram alvo de investigação? 
O Gaeco suspeita que imóveis alvos da operação são produtos dos desvios investigados. Entre eles apartamentos nos seguintes bairros de João Pessoa:

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Bancários: 

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco

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Mundo das Utilidades

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Bessa: 

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

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BibiCar

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Cabo Branco: 

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

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Cidade Universitária: 

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco

Imóvel localizado em João Pessoa investigado no caso de desvios de verbas do Hospital Padre Zé — Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco

O imóvel alvo de mandado na cidade do Conde é uma granja atribuída ao Padre Egídio.

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A investigação continua? 
As investigações relacionadas a esse caso continuam e podem ter outros desdobramentos, a fim de esclarecer todos os detalhes acerca do suposto desvio de verbas públicas do Hospital Padre Zé.

A atual diretoria do Hospital Padre Zé divulgou uma nota na qual afirma que acompanha todo o processo colaborando de "maneira irrestrita com as investigações".

"No momento, o esforço é para manutenção dos serviços prestados para a população cumprindo com todas obrigações administrativas que conta com a ajuda de todos que acreditam na instituição", afirma a diretoria.

Algumas informações: Universo On Line / TV Cabo Branco


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