Benício Xavier de Freitas estava internado apenas com tosse seca e teria recebido dose do medicamento muito acima do recomendado; médica e enfermeira envolvidas foram afastadas. (Veja o vídeo no final da matéria)
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Um caso de grave denúncia de erro médico chocou o estado do Amazonas. Benício Xavier de Freitas, um menino de 6 anos, faleceu na madrugada do domingo (23 de novembro) no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após, segundo os pais, receber uma super dosagem de adrenalina por via intravenosa.
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A família formalizou um Boletim de Ocorrência e prestou depoimento nesta terça-feira (25) à Polícia Civil, alegando que a criança recebeu três doses de 3 ml do medicamento. Essa quantidade é considerada muito acima da dosagem segura e apropriada para pacientes dessa faixa etária.
Foto: Reprodução
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📉 Piora Abrupta e Seis Paradas Cardíacas
O drama começou quando Benício foi levado ao pronto-atendimento no sábado à noite (22), apresentando apenas tosse seca e suspeita de laringite. A médica de plantão teria indicado tratamento com lavagem nasal, soro, xarope e, de forma incomum para o diagnóstico, a aplicação de adrenalina intravenosa.
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O quadro do garoto se agravou de forma abrupta logo após a primeira dose. Ele ficou pálido, com alteração na coloração das extremidades e relatou intenso desconforto na região do coração, sintomas típicos de uma reação adversa severa ao medicamento.
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O menino sofreu diversas paradas cardíacas enquanto era atendido na UTI. Ao todo, seis paradas cardíacas foram registradas, e ele precisou ser intubado por volta das 23h. O óbito foi confirmado às 2h55 da madrugada de domingo.
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O pai relatou que a médica envolvida, Juliana Brasil Santos, teria admitido falhas no procedimento. O Hospital Santa Júlia informou, em nota, que afastou a médica e a enfermeira e instaurou uma análise técnica interna, conduzida pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente, além de estar colaborando integralmente com as autoridades. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar possível imperícia, imprudência ou negligência.
Foto: Reprodução
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💉 Adrenalina: Indicação e Poder no Corpo Humano
A adrenalina, clinicamente conhecida como epinefrina, é um hormônio e neurotransmissor fundamental. Ela é produzida naturalmente pelas glândulas suprarrenais e é vital para a chamada reação de "luta ou fuga" do organismo.
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No contexto médico, a adrenalina é considerada um dos medicamentos mais potentes e é reservada para situações de emergência crítica e risco iminente de vida. O uso deve ser extremamente cauteloso e regido por protocolos precisos.
Foto: Reprodução
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1. Anafilaxia: Uma das principais indicações para a adrenalina é o tratamento de reações alérgicas graves (anafilaxia). Nesses casos, o medicamento age rapidamente para reverter o fechamento das vias aéreas e a queda da pressão arterial.
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2. Parada Cardiorrespiratória (PCR): Em casos de PCR, a adrenalina é essencial. Ela age como um estimulante cardíaco e um potente vasoconstritor, ajudando a elevar a pressão arterial e a irrigar o coração e o cérebro, aumentando as chances de retorno à circulação espontânea.
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3. Condições Respiratórias Agudas: Embora o relato no caso de Benício aponte para a via intravenosa (IV), a adrenalina é frequentemente utilizada em crianças com laringite ou crises agudas de asma, mas, nestes casos, a aplicação ocorre principalmente por via inalatória (nebulização), e não diretamente na veia, sendo a dose infinitamente menor e localizada.
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4. Efeitos Cardiovasculares: No corpo, a adrenalina provoca um aumento dramático na frequência cardíaca (taquicardia) e eleva a pressão arterial de forma abrupta. É essa ação que pode causar a sensação de desconforto no coração relatada pela criança.
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5. Efeitos Metabólicos: O hormônio também atua no metabolismo, liberando glicose no sangue para fornecer energia imediata para os músculos.
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6. Riscos da Super dosagem: O uso de dosagens incorretas, como as alegadas no caso de Benício, é catastrófico. Uma super dosagem de adrenalina pode levar à hipertensão extrema, arritmias cardíacas descontroladas e, em última instância, a paradas cardíacas múltiplas, como as sofridas pelo menino.
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A tragédia de Manaus serve como um lembrete da responsabilidade e da precisão exigidas no ambiente hospitalar. A adrenalina é um medicamento que salva vidas em crises, mas que se torna letal quando manipulado com imperícia ou negligência.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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📝 Síntese da reportagem
💔 Tragédia: Benício Xavier de Freitas, 6 anos, morreu após receber suposta super dosagem de adrenalina IV.
🩺 Diagnóstico Inicial: A criança estava internada apenas com tosse seca e suspeita de laringite.
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🚨 Piora: Após a primeira dose, o menino teve piora abrupta, com palidez e desconforto cardíaco, sofrendo seis paradas.
⚖️ Ação Legal: Polícia Civil abriu inquérito para investigar possível imperícia/negligência no Hospital Santa Júlia.
🏥 Hospital: Hospital Santa Júlia afastou a médica e a enfermeira envolvidas e abriu análise técnica interna.
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💉 Uso Clínico: Adrenalina é reservada para emergências críticas, como anafilaxia e Parada Cardiorrespiratória (PCR).
⚠️ Risco: Super dosagem causa taquicardia descontrolada, hipertensão e paradas cardíacas.
Algumas informações: Portal do Holanda / Planeta 92 News / Hospital Santa Júlia / Polícia Civil do Amazonas
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