Morte do garanhão de R$ 12 milhões expõe possível falha na produção de alimento animal; Ministério da Agricultura investiga caso que já atinge sete estados.
O Brasil vive uma tragédia sem precedentes no setor equestre. Mais de 650 cavalos teriam morrido, segundo estimativas de criadores, após consumirem ração supostamente contaminada da empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda., com sede em Itumbiara (GO). Entre os animais mortos está o valioso garanhão Quantum de Alcatéia, da raça mangalarga marchador, avaliado em cerca de R$ 12 milhões.

A morte de Quantum, que aconteceu há uma semana, gerou comoção em criadores e amantes da equinocultura. O animal era uma referência genética na raça, com alto valor reprodutivo, e sua perda representa também a interrupção de um legado de excelência nas pistas de competição e reprodução.
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O episódio acendeu o alerta em diversos estados brasileiros. Casos foram confirmados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Goiás. Os criadores relatam que os primeiros sintomas começaram a aparecer há cerca de 40 dias e incluem apatia, desorientação, alterações comportamentais, dificuldade de locomoção e perda de apetite.
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De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que passou a acompanhar de perto a situação, foram confirmadas 220 mortes oficialmente, mas investigações continuam em curso. A comercialização da ração foi suspensa temporariamente, e amostras do produto estão sendo analisadas em laboratórios especializados.
O Ministério ainda não divulgou o tipo exato de contaminação. Entretanto, veterinários que atendem os animais intoxicados apontam sinais que podem estar ligados a micotoxinas, metais pesados ou algum erro na formulação nutricional da ração. Em alguns casos, foram identificadas lesões neurológicas severas.
O criador e advogado Rodrigo Agarussi, um dos principais porta-vozes dos prejudicados, afirma que os danos vão muito além do material. Segundo ele, 367 animais ainda estão em tratamento e 212 sob observação clínica, enquanto centenas já morreram em sofrimento.
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Quantum não foi a única vítima de grande valor. A advogada Patrícia Rocha, que representa diversos criadores, relata que cavalos e éguas campeões e premiados também foram afetados. “Há haras que perderam seus principais animais de reprodução e competição. São perdas irreparáveis em todos os sentidos”, destaca.
Um grupo no WhatsApp chamado “Vítimas do Caso Nutratta” reúne mais de 400 membros, muitos dos quais compartilham relatos, vídeos, exames e atualizações sobre os casos. Além disso, um perfil nas redes sociais já ultrapassa os 600 seguidores e serve como canal de denúncia e mobilização.
A empresa Nutratta, até o momento, não emitiu nota oficial sobre o caso, o que tem gerado ainda mais revolta entre os criadores. A ausência de um posicionamento público reforça o sentimento de abandono e impunidade entre os afetados.
A morte desses animais também levanta discussões sobre a responsabilidade civil e criminal da empresa. Caso fique comprovado que houve negligência na fabricação da ração ou falta de controle de qualidade, a Nutratta pode ser processada e multada severamente.
Vários haras já preparam ações judiciais coletivas e buscam reparações por perdas econômicas, morais e pelos chamados lucros cessantes, ou seja, os ganhos futuros interrompidos pela morte dos animais. Estima-se que só com Quantum, os criadores deixem de arrecadar R$ 30 milhões nos próximos 10 anos.
A tragédia também expôs uma lacuna grave na fiscalização sanitária. Especialistas afirmam que o controle de qualidade de alimentos para animais precisa ser mais rigoroso, com auditorias frequentes e certificações mais transparentes.
A mobilização dos criadores também pressiona o poder público a revisar protocolos e implementar novas regras para o setor de nutrição animal, incluindo rastreabilidade da produção, testes toxicológicos em lote e rotulagem mais detalhada.
Veterinários têm alertado para o risco de novas mortes, já que alguns cavalos ainda mostram sinais tardios de intoxicação. O medo é que mesmo animais aparentemente saudáveis possam desenvolver sintomas em questão de dias ou semanas.
Entre os relatos mais dolorosos, há criadores que perderam todos os seus animais. Haras inteiros ficaram silenciosos, sem relinchos, sem movimento. Famílias inteiras afetadas emocional e financeiramente por um problema que poderia ter sido evitado com mais responsabilidade.
O caso trouxe à tona também a relação afetiva entre humanos e cavalos. Muitos criadores relatam noites sem dormir, luto intenso e tristeza profunda diante da morte dos animais, muitos dos quais eram tratados como membros da família.
Entidades ligadas ao esporte equestre, como associações de criadores e federações de provas, também manifestaram solidariedade e cobraram respostas rápidas das autoridades e da empresa envolvida.
Enquanto isso, a expectativa é de que as análises laboratoriais sejam concluídas nos próximos dias, para que se saiba com exatidão o que causou a morte dos cavalos. Só assim será possível buscar justiça, indenizações e, sobretudo, evitar que episódios como esse se repitam.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
A dimensão dessa tragédia extrapola os prejuízos individuais e afeta diretamente o setor equestre como um todo, que movimenta bilhões anualmente no Brasil entre esportes, exposições, turismo rural e reprodução animal. Com a confiança abalada, criadores e investidores temem uma retração no mercado, especialmente em eventos e leilões, onde a qualidade da nutrição sempre foi considerada um dos pilares fundamentais da performance e longevidade dos cavalos de elite.
Algumas Informações: metropoles (Instagram) / G1.globo / oduooficial (Instagram)
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