A Menina, hoje com 12 anos, escreveu uma carta denunciando os abusos que começaram quando ela tinha 4 anos. (Veja o vídeo no final da matéria).
Um homem foi preso, na manhã da sexta-feira (28 de fevereiro), por abusar sexualmente da sobrinha por oito anos. O caso aconteceu em Itaperuna e teve início quando a vítima ainda tinha 4 anos.
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Contra o homem foi cumprido um mandado de prisão preventiva. A prisão foi realizada por agentes da Polícia Civil da 143ª Delegacia de Itaperuna, coordenados pelo delegado titular Carlos Augusto Guimarães.
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De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após a tia da vítima ter encontrado uma folha manuscrita do punho da vítima, que atualmente tem 12 anos, onde ela relata os abusos sexuais praticados pelo tio desde quando ela tinha apenas 4 anos, tendo os abusos persistido até os dias atuais.
Na carta da vítima, ela contou que o homem acariciou suas partes íntimas em várias ocasiões e que ele a coagia para que ela não contasse aos familiares sobre os abusos.
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Durante a escrita, a vítima também falou sobre o medo de contar para os familiares. A vítima confidenciou os abusos a suas amigas adolescentes e ainda gravou um vídeo, no qual aparece o homem tocando em seu próprio órgão genital e olhando para a vítima.
Ainda segundo a Polícia Civil, essa gravação ocorreu na casa do tio e que foi gravada com o intuito de confirmar a declaração da vítima caso o homem tentasse negar o crime.
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A Civil ressaltou ainda sobre a mudança brusca no comportamento da vítima, bem como o forte abalo psicológico retratado no desabafo dela em forma de carta, após as violências sexuais sofridas, que teriam ocorrido em diversas ocasiões e persistiram por cerca de 8 anos.
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O homem foi preso em casa, no bairro São Mateus, e não ofereceu resistência. Ele responderá por estupro de vulnerável.
Após os procedimentos na 143ª DP, ele será encaminhado ao sistema prisional, onde passará por audiência de custódia.
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10 maneiras de identificar possíveis sinais de abuso sexual infanto-juvenil
Crianças e adolescentes conquistaram uma grande vitória com a aprovação e sanção da Lei 13.431/2017, que estabelece um sistema de garantia de direitos àqueles que são vítimas ou testemunhas de violência, abuso e exploração sexual.
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A Childhood Brasil foi uma das articuladoras da formulação da nova legislação, que visa dar voz às vítimas e minimizar a violência física e psicológica institucionalizada pela forma como as crianças são atendidas hoje pela rede de atendimento.
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No entanto, há grandes desafios à vista como a multiplicação dos ciclos de capacitação a magistrados e servidores, dando continuidade ao trabalho em parceria com o CNJ que já formou 5.000 profissionais; e na elaboração de materiais pedagógicos de preparação de crianças e adolescentes para o depoimento no sistema de Justiça.
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Aproveitando a data de 18 de Maio, marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Childhood Brasil divulga 10 dicas para identificar possíveis sinais de abuso sexual infanto-juvenil. É fundamental entender que geralmente as vítimas apresentam um conjunto de indicadores e que a criança deve passar por avaliação especializada caso apresente alguns desses sinais.
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E lembre-se: em quase todos os casos a vítima tenta se manifestar da sua própria maneira. Faça com que eles se sintam ouvidos e acolhidos, sem questionamentos. Qualquer pessoa que suspeitar de algo pode denunciar pelo Disque 100.
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1. Mudanças de comportamento
O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada. Em algumas situações a mudança de comportamento é em relação a uma pessoa ou a uma atividade em específico.
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2. Proximidades excessivas
A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.
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3. Comportamentos infantis repentinos
É importante observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de forma verbal.
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4. Silêncio predominante
Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.
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5. Mudanças de hábito súbitas
Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.
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6. Comportamentos sexuais
Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.
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7. Traumatismos físicos
Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.
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8. Enfermidades psicossomáticas
Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.
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9. Negligência
Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.
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10. Frequência escolar
Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Folha 1 / Balanço Geral
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