Em cinco anos, Além Paraíba deixou de ser referência de tranquilidade e passou a enfrentar uma escalada violenta ligada a grupos criminosos.
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Além Paraíba, historicamente conhecida pela tranquilidade típica de um município de pouco mais de 30 mil habitantes, vive uma realidade que nunca fez parte de sua rotina.
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Nos últimos cinco anos, a cidade experimenta uma escalada de violência sem precedentes, marcada por guerras entre grupos ligados ao crime organizado e por uma sequência de homicídios que ultrapassa 35 mortes — número alarmante para um município de pequeno porte.
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Entre 2020 e 2025, Além Paraíba deixou de ser vista como um lugar pacato para se tornar cenário de execuções, ataques armados, disputas territoriais e confrontos que lembram grandes centros urbanos dominados por facções.
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A população, antes acostumada a caminhar tranquilamente pelas ruas, agora convive com medo constante, mudanças de rotina e insegurança crescente.

Em março de 2024, um casal foi morto a tiros em Além Paraíba.
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Cinco anos de guerra urbana
O episódio que marcou o início da curva ascendente ocorreu em 10 de março de 2020, quando Geison Benedito Libânio, de 22 anos, morador do bairro Parada Breves, foi assassinado com quatro tiros. O caso, chocante à época, parecia algo pontual — mas se tornou o primeiro capítulo de um ciclo que mudaria drasticamente o perfil da cidade.
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Desde então, Além Paraíba entrou em uma espiral de violência motivada, segundo especialistas e agentes de segurança, por conflitos entre grupos criminosos, disputas por pontos de tráfico e vinganças internas. Situações que simplesmente não existiam na história recente do município.
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Entre os assassinatos está o de Paulo Ricardo de Oliveira, de 23 anos, atingido por oito tiros no mês de junho de 2022. Ele era filho do vereador Paulo Henrique da Silva, o ‘Pastor Paulinho’.
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O cenário se agravou de forma acelerada, com execuções em bairros distintos, ataques em plena via pública e circulação cada vez mais evidente de criminosos armados. Algo impensável para a realidade de Além Paraíba até poucos anos atrás.
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Crimes recentes expõem falta de controle
A sequência de episódios registrados em novembro de 2025 escancarou a fragilidade do controle estatal sobre o avanço da criminalidade.

Foto: Reprodução
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Na quinta-feira, 6 de novembro, um homem de 31 anos foi assassinado a tiros na Rua Vereador Francisco Gomes da Silva, no bairro Santa Marta I.
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Três dias depois, no domingo, 9, o jovem João Pedro dos Santos Rodrigues, de 26 anos — conhecido como “Pelinha” — foi executado no Morro do Timbira. O ataque deixou ainda dois feridos: um homem de 28 anos, socorrido, e uma adolescente de 17 anos, baleada no peito enquanto voltava do ENEM.
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A violência crescente e a ousadia dos criminosos revelam a expansão de facções no município e a ausência de respostas firmes e integradas por parte do Estado.
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A quem cabe agir?
A legislação brasileira é clara: a repressão ao crime, combate ao tráfico, policiamento ostensivo e investigação são responsabilidades diretas do Estado, por meio das Polícias Civil e Militar.
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Municípios e Câmaras podem — e devem — contribuir com prevenção, iluminação, monitoramento, programas sociais e políticas estruturais.
Foto: Reprodução
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Mas nenhuma dessas ações substitui a obrigação do governo estadual de garantir policiamento adequado, inteligência de combate ao crime organizado, efetivo suficiente e investigações que desarticulem facções.
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Hoje, além da sensação de abandono, o que se vê é uma população que paga imposto, cumpre suas obrigações e vive sob domínio do medo — enquanto criminosos circulam armados por bairros inteiros.
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Cobrança por respostas urgentes
Com mais de 35 assassinatos em apenas cinco anos, Além Paraíba exige, de forma legítima, respostas concretas do governo estadual. O avanço de facções, fenômeno jamais registrado com tanta intensidade na cidade, precisa ser tratado como prioridade absoluta.
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A população já não suporta viver entre tiros, notícias de mortes e incertezas. A cada nova execução, cresce a sensação de que o município luta sozinho contra um problema que é, por lei e estrutura, responsabilidade do Estado.
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Se não houver reforço imediato de policiamento, investigação de alto nível, inteligência, operações conjuntas e presença real das forças de segurança, Além Paraíba corre o risco de consolidar um ciclo de violência que não condiz com sua história — e ameaça seu futuro.
Algumas informações: Agora Jornais
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