"Na maioria das vezes, a pessoa idosa cansa, decepciona-se, desiste de participar: de reivindicar, de ocupar esses espaços públicos"
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Falar é fácil. Difícil é transformar o que se fala em políticas e ações concretas. Os discursos são conhecidos: cidades amigáveis, envelhecimento ativo, inclusão social, longevidade.
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A realidade mostra outra face – a nossa cultura da indiferença política, da indiferença pública que mantém a maioria das pessoas idosas à margem da cidade.
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Foto: Reprodução
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Com algumas calçadas provocando quedas e levando à óbito muitos idosos; ruas, algumas, mal iluminadas. Nem todas as unidades de saúde atendem, na íntegra, as necessidades básicas de quem vive o seu envelhecimento.
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No meio dessas realidades e outras não apresentadas aqui, as falas oficiais anunciam programas sociais que raramente chegam ao dia a dia da vida das pessoas idosas, com endereço certo.
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São conversas que o vento leva. Conferências, conselhos, reuniões públicas, comissões, audiências existem e, de fato, considero, como sendo de muita importância para o fortalecimento da democracia.
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Mas quantas dessas deliberações atingem as melhorias das condições de vida dos idosos? Na maioria dos casos, com raríssimas exceções, são espaços protocolares, dominadores, de participação social, embora, insisto, são importantíssimos.
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Foto: Reprodução
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Sendo assim, na maioria das vezes, a pessoa idosa cansa, decepciona-se, desiste de participar: de reivindicar, de ocupar esses espaços públicos. Precisamos mudar o jeito de fazer política com a população. Avançar. Avançar de verdade exige muito mais do que discursos bem elaborados.
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Exige ação. Exige planejamento. E exige compromisso. Significa ouvir, de fato, as pessoas idosas e direcionar a cidade ou parte dela às suas necessidades. Significa em última instância, entender que o envelhecimento não é um problema a ser gerido, mas, um direito a ser garantido.
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Enquanto o cotidiano das pessoas idosas (de muitas delas) não sofrer mudanças com políticas públicas eficazes e consequentes na produção de melhores condições de vida, continuaremos a ouvir as mesmas narrativas para continuar como está: com calçadas criminosas, serviços básicos insuficientes.
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Foto: Reprodução
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Com total invisibilidade das pessoas idosas no cenário da cidade. Até quando? Fazer o nosso futuro agora não é um gesto meramente simbólico, peça de marketing: é uma responsabilidade política, social e ética de toda a coletividade.
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Se a cidade deseja envelhecer com dignidade, está na hora de decidir: avançar, de verdade, ou continuar apenas falando? Não dá mais. O tempo da palavra acabou. O que faz diferença na nossa vida é a ação. Ainda dá tempo.
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Jose Anisio Pitico
Assistente social e gerontólogo. De Porciúncula (RJ) para o mundo. Gosta de ler, escrever e conversar com as pessoas. Tem no trabalho social com as pessoas idosas o seu lugar. Também é colaborador da Rádio CBN Juiz de Fora com a coluna Melhor Idade. Contato: (32) 98828-6941
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Foto: Reprodução
Algumas Informações: Jose Anisio Pitico/ Tribuna de Minas
O Cerqueiras Notícias não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.
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📝 Síntese da Matéria
Discurso x Realidade: O texto critica o abismo existente entre as falas oficiais sobre "cidades amigáveis" e "envelhecimento ativo" e a realidade marcada pela indiferença política e pública.
Infraestrutura Precária: São citados problemas concretos que colocam a vida dos idosos em risco, como calçadas perigosas (que provocam quedas), má iluminação e serviços de saúde insuficientes.
Esvaziamento da Participação: Embora importantes para a democracia, os espaços de deliberação (conselhos e audiências) muitas vezes não geram resultados práticos, o que leva o idoso ao cansaço e à desistência de reivindicar seus direitos.
Mudança de Postura: O autor defende que o envelhecimento deve ser visto como um direito a ser garantido, e não um problema a ser gerido.
Apelo à Ação: O texto conclui que o tempo das "narrativas" e do marketing acabou, exigindo agora responsabilidade ética, planejamento e ações concretas para garantir dignidade.
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