Serra da Saudade, em Minas Gerais, é o menor município brasileiro em número de habitantes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 856 moradores em 2025, dois a mais que no ano passado.
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O município ocupa essa posição de menos populoso do Brasil há 12 anos, quando posto era ocupado por Borá (SP) no ranking demográfico nacional.
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Foto: Gazeta do Povo
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Apesar do número reduzido de habitantes, Serra da Saudade não é dos menores municípios em extensão. O território soma 335,6 km², pouco maior que a capital Belo Horizonte, que possui 331,4 km².
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O PIB per capita foi de R$ 28,3 mil em 2021. Em 2024, as receitas brutas realizadas superaram R$ 31 milhões. Em julho deste ano, a cota mensal do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para Serra da Saudade foi de pouco mais de R$ 1 milhão. Os dados são do portal da transparência do município.
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Foto: Gazeta do Povo
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A vida de intimidade e confiança
Serra da Saudade tem apenas dois bairros, o centro e São Geraldo, e 30 ruas, como a Rio de Janeiro, que tem só uma casa. O comércio local inclui dois supermercados (um deles com 60 anos, que ainda usa a caderneta do fiado), uma padaria, uma casa lotérica e sete bares.
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Não há farmácia nem posto de combustíveis; a prefeitura fornece medicamentos, e o abastecimento mais próximo fica a 15 km, em Estrela do Indaiá.
Foto: Gazeta do Povo
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Posto de saúde sem fila e comida mineira de qualidade
O pequeno restaurante da dona Maria Avelina serve bufê e marmitas de comida mineira, principalmente para idosos. A cozinheira expressa ao Gazeta do Povo a tranquilidade da vida local: "Eu era merendeira. São poucos os clientes aqui, mas a paz de morar aqui ninguém paga".
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No único posto de saúde, o médico Guilherme Neves de Azevedo, vindo de Belo Horizonte, relata a fácil adaptação e a intimidade com os pacientes. Não há filas de espera, e atendimentos especializados são feitos em Dores do Indaiá ou cidades vizinhas.
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Foto: Gazeta do Povo
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O segredo da segurança local: 60 anos sem homicídio
A segurança é um ponto forte. O tenente Fabrício Aparecido da Silva, da Polícia Militar, afirma que o último homicídio na cidade foi há cerca de 60 anos.
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Os registros de crimes são raros: no ano passado, foram dois furtos, e neste ano, um furto de celular (recuperado) em uma festa. Não há registro de roubos há anos.
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Foto: Gazeta do Povo
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A segurança é reforçada pela comunicação entre moradores e policiais. O tenente explica: "Toda vez que chega algum veículo ou alguma pessoa na cidade que pode ser suspeita, os moradores já se movimentam e acionam a polícia para verificarmos. Abordamos com gentileza para saber o motivo da visita".
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Foto: Gazeta do Povo
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Conexão offline: a força da comunidade
Embora haja Wi-Fi gratuito na praça central, a rotina social ocorre offline, com conversas nas calçadas. O secretário municipal de Educação, Esporte, Lazer e Turismo, Ivan Hernane de Oliveira, resume o forte laço social: "A gente cresceu diante dos idosos de hoje. Crescemos com os filhos e netos deles. Nossos filhos crescem juntos. Somos uma grande família aqui".
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Foto: Gazeta do Povo
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Origem e lenda da saudade
O nome da cidade remonta a uma lenda indígena do século XVIII, onde uma jovem morreu de tristeza ao receber uma carta ilegível, na qual a única palavra que podia ser lida era "saudade". O povoamento se intensificou com a chegada da ferrovia no século XX.
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Foto: Gazeta do Povo
Algumas informações: Gazeta SP / Gazeta do Povo
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