Ailín Cubelo Naval, de 22 anos, da Argentina, ganhou as manchetes ao contar sua história e sua decisão de recorrer à cirurgia de laqueadura, um procedimento para prevenir a gravidez de forma definitiva, em que as tubas uterinas recebem cortes no meio e têm as extremidades suturadas (amarradas) ou cauterizadas, impedindo que os óvulos entrem em contato com os espermatozoides.
“Para algumas pessoas o desejo de ser mãe é natural, para mim era natural não ser. Tive minhas trompas amarradas porque não quero ter filhos, nem agora nem nunca. "

Falei para o ginecologista que queria namorar e ele disse que não, que voltaria daqui a seis, sete meses, para pensar melhor porque eu parecia muito jovem. Que ter filhos é bom, que ele teve dois.
E ele me pediu algum tipo de perícia psicológica, como uma nota do meu psicólogo para dizer que estou no meu juízo perfeito. Isso é totalmente ilegal. Saí do escritório chorando”.
Claro, diante de sua decisão, a questão que mais assombra as pessoas é se em algum momento ele reconsiderará sua decisão. Mas ela está confiante:
“Acho que não vai acontecer, mas se me arrependo, há a opção de adotar que está mais de acordo com a minha filosofia de vida, que é não trazer mais pessoas ao mundo e atender crianças que já têm necessidades reais.

As pessoas, o tempo todo, idealizam a maternidade e dizem coisas do tipo: ‘e quando você envelhecer, quem vai cuidar de você ?"
"Para quem você vai deixar seu legado?’, ‘E quando você se apaixonará?’; ‘E quando encontrar o pessoa ideal e quer dar-lhe um filho?”.
O apoio de grupos humanitários como o “Livre de crianças – Argentina” foi fundamental para que Ailín finalmente ousasse seguir em frente com sua decisão.
Também indicaram um ginecologista que não teria objeções ideológicas à sua decisão, algo que era fundamental para Ailín: a pressão social não parava de persegui-la.

“Acho que não vai acontecer, mas se me arrependo, há a opção de adotar que está mais de acordo com a minha filosofia de vida, que é não trazer mais pessoas ao mundo e atender crianças que já têm necessidades reais.
As pessoas, o tempo todo, idealizam a maternidade e dizem coisas do tipo: ‘e quando você envelhecer, quem vai cuidar de você ?’
‘Para quem você vai deixar seu legado?’, ‘E quando você se apaixonará?’; ‘E quando encontrar o pessoa ideal e quer dar-lhe um filho?”.
O apoio de grupos humanitários como o “Livre de crianças – Argentina” foi fundamental para que Ailín finalmente ousasse seguir em frente com sua decisão.
Também indicaram um ginecologista que não teria objeções ideológicas à sua decisão, algo que era fundamental para Ailín: a pressão social não parava de persegui-la.
Depois de considerar a cirurgia algo natural, ela também aprendeu que esse procedimento quase minimizaria seu risco de câncer de ovário. Mas o mais importante, saiu com ela de uma nova perspectiva de vida:
“Estou encontrando muitas pessoas que comentam nos grupos que dizem: ‘se eu tivesse essa informação quando era jovem, não teria tido filhos’. A maternidade não deveria ser uma imposição social. Não julgo quem escolhe ser mãe, não saio na rua dizendo: ‘ah, foi assim que a vida se estragou’; ‘ela é louca’; ‘como é que ela vai ter três filhos?’
Sua história de Ailín é inspiradora para outras garotas que podem se encontrar em situações semelhantes. A luta que ela teve que passar para realizar seus desejos pode assustar quem quer imitá-la, mas se não deseja ter filhos é melhor usar formas de prevenir que sejam concebidos. Ailín pode ser a pioneira em uma forma alternativa de ser mulher no século XXI.
É possível reverter a laqueadura?
Um filho no novo casamento ou a vontade de aumentar a família em um momento de estabilidade pode encontrar um obstáculo: a laqueadura feita quando a mulher era mais jovem.
Nestes casos, o ginecologista Paulo Padovani, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, traz um alento: o empecilho pode ser resolvido com o auxílio da medicina reprodutiva.
Segundo o médico, a laqueadura é um procedimento que apresenta em torno de 50% de chances de sucesso em sua reversão. Em alguns casos, se realizada com cuidados microcirúrgicos, pode chegar a uma taxa de reversão com 70%-80% de incidência de gravidez.
A reversão de laqueadura consiste na reconstrução microcirúrgica das tubas uterinas realizada com o auxílio de um microscópio cirúrgico e instrumentos especiais. O procedimento deve ser realizado por um especialista com habilidade e treinamento necessários para a delicadeza e o sucesso da cirurgia.
Mas alguns fatores precisam ser avaliados, com a ajuda de um especialista em medicina reprodutiva, antes de optar pelo procedimento. A idade, como fator limitante, é preponderante. “Quando a mulher é mais velha, existem outras técnicas que podem trazer resultados mais rápidos e satisfatórios do que a laqueadura”, afirma Paulo Padovani.
Na análise, também devem ser levados em consideração o comprimento e a vitalidade dos segmentos de trompas a serem unidos, o método que foi utilizado para realização da laqueadura tubária, a quantidade de tecido de cicatrização na região da cirurgia e a habilidade do microcirurgião.
“Se a mulher é jovem, não há fator masculino e a paciente não apresenta muitas cesáreas, a reversão pode ser uma boa escolha”, declara o ginecologista.
Fonte: CRHP / Portal Raízes
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